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Cibercultura – Exemplo 2: Tin Can API

 Aceitar perder uma certa forma de domínio, é conceder-se uma oportunidade de reencontrar o real. O ciberespaço não é desordenado, exprime a diversidade do humano. Que falta descobrir os mapas e os instrumentos de navegação neste novo oceano, eis o que todos podem aceitar. (…) uma vontade de domínio excessiva não pode ser um processo durável no ciberespaço.”

(Lévy, 2000, p. 160)

Fonte: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cRJaF9ikhMc

A existência do projeto Tin Can Api implica reconhecer o sistema universal sem totalidade de Lévy. No entanto, podemos dizer que se situa no limiar do controlo e da sua ausência.

A sua ascendência, a norma SCORM, que pode ser encarada como um expoente de controlo cibercultural, implica a existência de um espaço fechado e controlado (as plataformas de gestão da aprendizagem ou  LMS), onde a informação é veiculada de forma hierárquica e as atividades do seu recetor (que não se pode tornar autor) monitorizadas pela informação que o SCORM transmite à LMS. O fator da distância e do tempo são, de facto, minimizados e o acesso à informação disponibilizado a todos os que tiverem acesso àquela partícula do ciberespaço.

Com o projeto Tin Can API é dado mais um passo na direção do ideal de cibercultura de Lévy, pelo reconhecimento de que a aprendizagem se estende para além dos limites do SCORM e das LMS e daquilo que é convencionado como Aprendizagem Formal.

Por um lado, a generalização do acesso à rede, o acesso à informação e à sua produção (pela disseminação e proliferação das redes sociais, de blogues, de microblogging, de aplicações), a otimização dos motores de pesquisa e a multiplicidade de dispositivos que oferecem a possibilidade de conexão permitem ao indivíduo multiplicar as suas fontes de informação, os objetos de aprendizagem e o próprio processo de aprendizagem.

Por outro, o reconhecimento da Aprendizagem Informal que acontece através das redes sociais e na Internet em geral vem evidenciar que a norma SCORM já não é suficiente (se alguma vez o foi) para “registar” e acompanhar o ritmo necessário à aprendizagem contínua que é uma das condições de existência do indivíduo na cibercultura.

A necessidade de certificação e de registo da aprendizagem que continua a ser exigida continuam a impor a existência de controlo e a Tin Can API apresenta-se como um instrumento de mapeamento mais abrangente face ao potencial do ciberespaço e à possibilidade de autoria que está ao alcance de qualquer indivíduo. Pode ser vista como o reconhecimento de um estádio mais evoluído daquilo que se conhece como E-learning e que tem sido dominado pelos LMS e pelo SCORM, embora ainda distante de outras tendências mais próximas da aprendizagem cooperativa que Lévy encara como “A orientação mais prometedora, que traduz aliás a perspectiva da inteligência colectiva no domínio educativo” (Lévy, 2000, p. 183), e que encabeçam os movimentos de abordagens como a Conectivista ou de conceitos como PLE (Personal Learning Environments) e MOOC (Massive Online Open Courses).

Bibliografia
Lévy, P. (2000). Cibercultura. Lisboa: Instituto Piaget.
SCORM – Project Tin Can – Phase 3 – Home » SCORM -. (n.d.). Retrieved December 9, 2012, from http://scorm.com/tincan/
The Tin Can API – SCORM could do more. – YouTube. (n.d.). Retrieved December 9, 2012, from http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cRJaF9ikhMc
Thoughts on Tin Can and the future of eLearning. (2012, April 20). The Learning Solutions Blog. Retrieved from http://www.cm-luminosity.com/blog/2012/04/20/thoughts-on-tin-can-and-the-future-of-elearning/

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